Puros - Julianna Baggott [Resenha]

Written By André Vasconcelos on quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 | 21:03


Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Partridge é um privilegiado, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo.

    É tudo muito surreal neste livro, o leitor embarca em um mundo em que após as explosões as pessoas foram fundidas com outras pessoas e até mesmo com objetos, terra, asfalto, entre outros. Pressia, a protagonista do livro, teve seu punho fundido com uma cabeça de boneca, que ela segurava quando ocorreram as explosões. A garota tem que se esconder de uma espécie de governo que leva todos os adolescentes que completam 16 anos para se tornarem oficiais ou alvos de treinamento. No dia do seu aniversário, Pressia foge e "por acaso" se encontra com Partridge, que viveu a vida inteira protegido em um lugar chamado Domo, onde vivem os Puros, ou seja, aqueles que não tem nenhuma deformidade e foram salvos das explosões. O garoto decidiu fugir para ir em busca da sua mãe, que foi dada como morta, mas após uma frase solta de seu pai que insinuou que ela poderia estar viva, Partridge sai do Domo e vai para a terra dos "miseráveis". Enquanto Pressia ajuda o garoto a sobreviver neste mundo novo e a encontrar sua mãe, um conhecido do avô dela, que tem as costas fundida com pássaros, ajuda os dois, porém, a garota é sequestrada por membros da OBR, que revela o plano do Domo para os dois.
     Cada capítulo é narrado pelo ponto de vista de um personagem diferente, o que pode confundir vocês logo no inicio, mas rapidinho dá para se acostumar com a narrativa.
     O leitor demora um pouco para se acostumar com o cenário devastado e com todas as deformidades dos personagens, mas com o passar da leitura, tudo o que parecia ser tão irreal no inicio, se torna "comum" à imaginação do leitor, que eu tenho certeza que se apegará aos personagens e já sentirá saudades quando chegar nos últimos capítulos do livro.
      Uma ótima leitura para você que está cansado das mesmices narradas em romances adolescentes, eu particularmente, adorei.

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